O que mudou na minha vida depois de virar mãe

Esrcrito por Livia Lima 

 

 Uma amiga me pediu para escrever sobre a maternidade, e eu, de pronto, topei com os pés nas costas. Nossa que moleza vai ser essa pensei. Mas aí que a página continuava em branco e em branco e em branco... 

 A maternidade não é fácil, não vou mentir. Principalmente nos dias de hoje com a mulher cada vez mais inserida no mercado de trabalho, mais independente e exigente. Mas é edificante, é sublime, é ímpar! E sim, vale muito a pena!

 Ela te ensina a ver o valor nas coisas simples. Ok, ok exemplos... o tum-tum-tum do coraçãozinho na ultra faz você explodir de felicidade; um sorriso desdentado passa a te derreter com uma facilidade; engatinhar é comemorado como quando o Brasil ganha a Copa do Mundo; a primeira palavra soada é vibrada como ter passado em primeiro lugar para medicina; andar sozinho então já imaginou, né?! 

 Minhas amigas perguntam: mas mudou muito? Sim, mudou. Você tem que estar preparada para abrir mão da sua liberdade e se sentir sozinha durante um tempinho (talvez tempão, rs); para entender que 1+1 agora são 3 e que talvez aquele filminho a dois não seja mais tão frequente; para entender que dormir muito é dormir 4 horas ininterruptas ou ainda para medir suas ações e palavras, já que você está “construindo” um ser humano. 

 Mas e a parte boa? A verdade é que é difícil transmitir a real emoção de se tornar mamãe e tudo que isso traz consigo. Cada dia é uma emoção diferente. O parto em si já é uma benção. Aquele chorinho te dando “oi” é como uma injeção de felicidade instantânea. De verdade, sem demagogia, como é difícil escrever sobre essas sensações... Dormir de conchinha com o filho? É tão, mas tão maravilhoso que parece que o mundo fora daquele abraço parou. E olha que pode estar caindo canivete que eu ouso dizer que vai continuar parado. É genuíno demais ... não é igual amor de mãe, pai, irmão ou de marido... todos aqueles clichês que a gente ouve por aí antes de ser mãe, sabe? Então, são verdadeiros.

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